quarta-feira, 10 de março de 2010


Foi ai que parou, sentou, respirou, e acalmou. Sentiu o chão afundar, suas pernas bambearem, o coração acelerar, e uma leve umidade em seu rosto. Estava chorando. Sentindo a cabeça pesada, tentou pensar em algo que a consolasse, mas a única coisa que aconteceu, foi se lembrar mais ainda do ocorrido, e cair em prantos. Não sabia mais o que fazer. Fechou os olhos e adormeceu.

No dia seguinte se levantou com dor de cabeça, tomou um analgésico e foi a escola. De que adiantava tirar boas notas, e ser uma boa aluna, se sempre estava infeliz consigo mesmo, se nada mais a satisfazia, se sua ambição por querer mais e mais nunca seria cessada. Ela tinha medo. Medo de não conseguir superar, medo de ficar sozinha, medo de perder tudo o que havia conquistado. O medo lhe havia tomado conta, viva em função dele, e mais nada. Andava olhando de um lado para o outro, com desespero. Dormia coberta até a cabeça, passava a chave em todas as portas da casa. Guardava suas coisas em baús com cadiados. Estava vivendo em uma prisão e não sabia.

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